sábado, 26 de novembro de 2011

Bonita

Vejo o lápis que contorna; o formato diferente, comentado, antes confundido.
Vejo as folhas secas, um castanho claro, tímido, de perto.
Num verão frio, apagado, eis que aparece uma vista das montanhas, as pessoas passando todo o tempo enquanto nós estamos, simplesmente estamos, sem se importar com o que possa aparecer. A declaração veio, feita, não respondida (ou correspondida), entendida.


Parei, fiquei durante um bom tempo te olhando de longe...
"O que via?"
Você de perfil, se olhando no espelho, penteando os cabelos (talvez umas 100 escovadas pacientemente pelos longos fios), partindo-os, como num ritual.
O que espero e porque escrevo?
Talvez seja ousadia pensar que você possa ter essa resposta, mas vou te dá-la, embrulhada:
Eu espero você, e escrevo porque ainda quero poder ver isso todos os dias da minha vida, em minha doce memória.

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