"É diferente dessa vez, é mais forte, mais difícil, dói mais." Ela disse enquanto olhava quase sem piscar para a parede quase limpa.
Eu estava ao lado, ouvindo e tentando não gritar, eu apenas ouvi em silêncio e ela continuou:
"Eu não consigo mudar isso, vivo nesse meu mundo utópico onde eu sou apenas uma escrava qualquer de uma ideia idiota que quase me diz: você é absolutamente imprestável."
Ela colocou a tal música para tocar e comentou sobre um certo frio na barriga que sente quando a ouve; a música acabou e uma outra se seguiu na lista de reprodução, essa lembrava outra pessoa, música tocada com apenas um violão cru, bonito, ela sempre foi tocada assim.
"Uma pena ninguém querer tocá-la mais." Eu disse em voz baixa.
Ela sentiu vontade de chorar, mas respirou fundo, engoliu o choro... "Eu sou como essa música, então." Resmungou, descontente.
Nesse momento a música dizia:
"Você faz algo em mim, que eu não posso explicar. Eu sairia da linha se eu dissesse que sinto sua falta?"
O silêncio se sentou entre nós. A música continuou:
"Eu sei que vou te ver de novo, cedo ou tarde, mas eu preciso que você saiba que eu me importo e, eu sinto sua falta."
Eu respirei fundo e engoli o choro.
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