domingo, 8 de janeiro de 2012

Onírico

"Eu te amo, repete sozinha para o escuro toda noite, pouco antes de seu corpo dissolver-se na espuma do sono, eu te amo. E se pudessem saber, os outros, todos saberiam que isso não deixa de ser uma vitória. Certa espécie de vitória. Mas tão dúbia que parece também uma completa derrota."


Última parte do conto "Onírico", escrito no ano que nasci, 1991, por Caio Fernando de Abreu, recitado num áudio de 19 minutos por você.
Amores que só acontecem em sonhos ou em outras dimensões, eu li essa frase três vezes antes de abrir o arquivo e ouvir sua voz rouca com seu sotaque recitando todo o conto para mim, com paciência, intensidade e beleza. Tão intenso que me deixou com os pêlos do corpo completamente arrepiados quando ouvi pela primeira vez, já na segunda eu apenas senti ansiedade, saudade.
Eu estou te esperando, com toda a minha saudade, e o amor de sempre.

Um comentário:

Carolina Moreira disse...

te espero, pois nenhuma dimensão - por mais distante que seja - é capaz de separar duas almas semelhantes.

"é coisa de alma, menina... é coisa de alma."